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HISTÓRIA DO STRUDEL

  • 28 de nov. de 2017
  • 2 min de leitura

Feito de massa fina e crocante e recheado com muita maçã, canela, passas e nozes, o quitute é hoje apreciado sobretudo na Áustria e na Alemanha. Imperatriz teria ajudado a popularizar a receita, relata Luisa Frey.

"Um dia sem strudel é como um céu sem estrelas", teria dito o imperador austríaco Franz Joseph 1º já no século 19. Hoje, alemães e austríacos se orgulham do Apfelstrudel, feito de maçãs e passas quentinhas e com canela, envoltas por uma crosta de massa folhada polvilhada com açúcar de confeiteiro. Servido com sorvete ou calda de baunilha, o quitute ganhou fama mundo afora.

A origem do doce remete inicialmente ao Oriente Médio, onde a massa de strudel surgiu. Passando pelo norte da África, a receita teria sido levada pelos mouros até a Espanha e a França, de onde se espalhou em direção ao norte e ao leste.

Por muito tempo, os húngaros foram especialistas na preparação do strudel. Até mesmo o confeiteiro do famoso Hotel Ritz, em Paris, teria ido a Budapeste pra aprender os segredos da massa. Na primeira metade do século 19, o strudel húngaro se tornou uma especialidade do estabelecimento parisiense.

Depois de passar pelos países dos Bálcãs e pela Hungria, a massa chegou à Viena. A imperatriz Maria Teresa teria contribuído para a aceitação do strudel na sociedade, e o quitute conquistou todo o Império Austro-Húngaro e a culinária internacional.

O Apfelstrudel é provavelmente a variação mais conhecida da receita, mas as possibilidades de recheios são muitas. Podem ser doces - como o Mohnstrudel (recheio de sementes de papoula) - ou salgados - como o Krautstrudel (recheio de repolho).

O segredo do Apfelstrudel é a massa bem fininha e elástica, o que permite que ela seja moldada com facilidade. É claro que você também pode comprar massa folhada pronta. As maçãs devem ser abundantes e suculentas.

 
 
 

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